sábado, 25 de agosto de 2018

8 Dicas de como Hipertrofiar Músculos fracos

Muitas vezes, por inúmeras questões, alguns músculos se tornam mais fracos e com isso, tendem a ter menos potencial de hipertrofia. Veja neste artigo como mudar isso!


De uma maneira geral, não somos simétricos por natureza.
Se você for medir ou avaliar, verá que as partes de seu corpo nem sempre são iguais e que as suas proporções dependem de uma série de fatores.
Como a musculação tem como um de seus principais objetivos a busca pela máxima simetria, existe sempre esta preocupação.
E para isso, os músculos mais fracos devem ser hipertrofiados para que não haja grandes disparidades de tamanho.
Porém, se um músculo de alguém que já treina é mais fraco, é sinal de que algo nos treinos não foi levado em conta.
Para que você consiga corrigir tais problemas e melhorar sua simetria, é preciso que os músculos menos desenvolvidos sejam treinados de maneira específica.
Para isso, será preciso usar estratégias que vão abranger estas deficiências e melhorá-las.
Muito mais do que apenas selecionar determinados exercícios, precisaremos usar estratégias que vão de encontro com esta meta, que serão usadas de maneira eficiente e que estejam inseridas em um contexto.

Tem músculos fracos e não consegue hipertrofiá-los? Veja algumas dicas!

1. Periodização:

Esta é a base de tudo. Muitas vezes as pessoas não atingem determinados músculos, justamente pela falta da periodização, onde elementos como resistência muscular e força máxima não estão inseridos.
Por mais que você esteja buscando hipertrofia, que é bem diferente de aumento de força, esta é uma qualidade física indispensável para seus objetivos! Por isso, períodos de base e específicos bem realizados são fundamentais para que você possa hipertrofiar músculos fracos!

2. Busque compreender quais os músculos que de fato estão enfraquecidos:

Muitas vezes as pessoas acreditam que um músculo está enfraquecido, quando na verdade é um auxiliar dele que não recebeu a devida atenção.
Muitas vezes o bíceps braquial não se desenvolve corretamente e não tem volume, porque o braquial (principal flexor do cotovelo) está enfraquecido! Com isso, este músculo não suporta intensidades mais elevadas e não é submetido a um stress considerável.
Por isso, quando pensamos em hipertrofiar músculos fracos, temos que ter em mente que muitas vezes o problema não é necessariamente com ele, mas sim com seus auxiliares!

3. Alterne estímulos:

Um erro comum ao buscarmos a hipertrofia de músculos fracos é não alternar os estímulos. Se você buscar estímulos tensionais e metabólicos, não conseguirá hipertrofiar os músculos fracos! 
Mude a quantidade de séries, aumente repetições diminuindo o peso, diminua a quantidade de repetições e aumente o peso…entende? Precisa ir alternando para mudar o estímulo. E isso nos leva a próxima questão.

4. Use técnicas avançadas


Existem várias técnicas e métodos de treinos que fazem com que aja essa mudança de estimulo e temos vários artigos aqui no Treino Mestre falando de cada um, como o: dropsets, Bi-set, Rest-pause, treino R100 entre vários outros métodos que você pode aplicar em exercícios que isolam e fazem você sentir que aquele seu “músculo fraco” é mais exigido durante a execução.

5. Treine estes músculos em sequência:

Na periodização clássica, usada para inúmeros objetivos e uma das que mais se enquadra na musculação, temos os períodos de choque e regenerativo.
Quando recebo um aluno/cliente com problemas específicos em determinado grupamento muscular, uso algumas estratégias, como treinar tal músculo durante 5 dias seguidos, para depois dar 7 dias de descanso para ele. Com isso, ocorre a supercompensação e temos uma melhora substancial da hipertrofia dele.
Outra técnica interessante é usar estímulos específicos para estes músculos enfraquecidos durante o período de Taper (Planeje seu taper e tenha excelentes resultados na musculação).
Ou ainda, treinar dois dias seguidos determinado músculo que está mais fraco e passar 3 ou 4 dias sem treiná-lo. Tudo isso são estratégias específicas, que devem ser usadas de acordo com a individualidade de cada pessoa.

6. Corrija sua postura:

Um erro muito comum que eu percebo é que muitas vezes as pessoas apresentam músculos enfraquecidos e com pouca hipertrofia, por terem desvios posturais que comprometem a sua execução. Um caso muito comum que explica isso é a  grande diferença entre o volume de membros.
Por exemplo, alguém que tenha um braço mais desenvolvido do que o outro, pode ter um desvio no quadril ou na coluna, que faz com que um deles seja mais solicitado do que o outro.
Nos casos de desenvolvimento mais acentuado em um dos lados do corpo, quase que em 100% dos casos, a origem são os desvios posturais.
Para solucionar isso, somente um bom fisioterapeuta, com ajuda de um educador físico!

7. Melhore sua flexibilidade:

Pode até parecer que não há nenhuma relação, mas muitas vezes temos músculos mais fracos e com menos hipertrofia, por falta de flexibilidade! Isso porque ela afeta diretamente a maneira como você executa determinados exercícios e compromete sua postura.
Por isso, busque melhorar a flexibilidade dos músculos que estão mais fracos e você verá que isso melhorará a sua hipertrofia.

8. Foque nestes músculos:

Se você apresenta grandes disparidades em determinados músculos, é sinal de que você precisa de estímulos específicos para eles.
Por exemplo, se o seu tríceps é fraco e não tem sinais de hipertrofia, ao dividir seu treino em tríceps/peito, deixe o treino de peitoral para depois.
Não que ele não deva ser feito, mas como o foco é o tríceps, você precisa de um estímulo específico para ele!
Tudo isso vai depender de cada caso, afinal corrigir assimetrias e músculos enfraquecidos é um trabalho muitas vezes complexo, pois são muitas variáveis envolvidas!
Com um trabalho específico bem realizado e principalmente, uma dieta que supra as necessidades energéticas deste tipo de treino, podemos resolver este problema!
Tudo isso só deixa claro o quanto o planejamento e acompanhamento do treino é importante, pois muitas vezes, estes músculos enfraquecidos foram deixados de lado nos treinos, ou ainda, não foram estimulados da maneira correta! Bons treinos!
fonte:treinomestre

sábado, 4 de agosto de 2018

Treinar 2 vezes por dia para o emagrecimento traz mais resultados?

Estratégias de emagrecimento que envolvem mais treinos, são bastante comuns. Mas será que fazer aeróbicos 2 vezes por dia ou musculação é o ideal para o emagrecimento?
A “receita” para emagrecer, envolve controle alimentar e treinos, para aumentar o gasto calórico. Afinal, o déficit calórico é fundamental para emagrecer. Mas será que treinar 2 vezes por dia é viável para o emagrecimento.
Por isso, treinar 2 vezes por dia para emagrecer é algo que precisa ser pensado de uma forma mais ampla. Há casos onde temos vantagens e em outros, não.

Vale a pena treinar 2 vezes por dia para quem quer emagrecer?

Primeiramente, quem pode treinar 2 vezes por dia, tem de ter mais tempo disponível.
Fazer isso por achar que desta forma irá acelerar os resultados, mas prejudicar o sono por exemplo, poderá trazer mais problemas do que benefícios.
Por isso, se sua vida é muito corrida e você precisará sacrificar algumas horas de sono para treinar 2 vezes por dia, opte sempre pelo método tradicional.
Além disso, tenho que fazer uma divisão neste artigo. Há pessoas que treinam com o mesmo método 2 vezes por dia (por exemplo, musculação de manhã e a noite) ou então, 2 métodos diferentes (aeróbico e musculação).
Cada uma das formas tem resultados diferentes. Por isso, precisamos separar isso ao analisar.
Em ambos os casos, teremos um aumento considerável do gasto calórico, mas também, uma sobrecarga aumentada em estruturas que precisam se recuperar.
Afinal, de nada adianta emagrecer e ter uma lesão, não é? Por isso, vamos analisar os prós e contras de cada uma das formas de treinar e para quem ela é mais indicada.

Fazer aeróbico e musculação no mesmo dia, é bom para o emagrecimento?

Para que este texto fique mais didático, vou dividir ele.
Primeiro, vamos tratar de dois tipos diferentes de treino: resistido e aeróbico.
Neste caso, é muito comum usarmos por exemplo, aeróbico pela manhã e musculação a noite.
Se a pessoa em questão tem uma base de condicionamento (não é totalmente sedentária) e a carga total entre aeróbico e musculação são bem equilibrados.

Esta é talvez a forma mais comum e eficiente de treinar 2 vezes por dia para o emagrecimento.
Porém isso não significa que esta é uma estratégia para qualquer pessoa.
É bem mais complexo quantificar corretamente as cargas neste caso.
Além do mais, dependendo da forma como a pessoa treina, fazer 2 sessões por dia não vai trazer grandes benefícios.
O gasto calórico total não será impactado fortemente se o treino não for progressivo, volumoso e intenso de forma suficiente.
Para uma grande parcela da população, um treino por dia, bem feito e pensado de acordo com as necessidades de cada pessoa, é o mais indicado.
Além do mais, se torna muito mais fácil controlar as cargas e o descanso com um treino por dia.
Usar 2 treinos para emagrecer é algo que pode ser usado de uma forma mais eficiente quando queremos um período de choque, que será seguido por um período de descanso maior.
Por exemplo, quando tenho um aluno que vai viajar por uma semana e neste período não vai treinar, aumento a intensidade e se possível, fazemos 2 treinos por dia.
A carga total vai nas alturas, mas o tempo de uma semana sem treino faz com que ele consiga se recuperar.
Mas isso é uma estratégia específica e não pode ser usada de qualquer forma.

Fazer 2 treinos parecidos por dia traz mais resultados?

Vamos imaginar que você esteja pensando em fazer aeróbicos 2 vezes por dia ou treino de musculação 2 vezes por dia, com foco para emagrecer.
Salvo alguns casos bem específicos, como o citado acima falando sobre uma viagem, não há muitas razões em repetir treinos no mesmo dia.
Primeiro que teremos um estimulo parecido. Segundo que no dia seguinte, você estará mais debilitado fisicamente para um novo treino.
Lógico que isso em alguns cenários é interessante. Mas para a grande maioria das pessoas, treinar o mesmo método 2 vezes por dia se torna algo desnecessário.
Porém, mesmo assim podemos pensar em estratégias.
Por exemplo, você pode fazer um treino de aeróbico contínuo (correr durante 40 minutos por exemplo) pela manhã e um de intervalado como o HIIT a noite.
Na musculação, podemos trabalhar com membros inferiores pela manhã e membros superiores ou core a noite.
Naturalmente estas são estratégias bastante especificas, mas que em certos momentos podem ser utilizadas.
Mas no geral, treinar 2 vezes por dia com o mesmo método não é algo tão viável para quem quer emagrecer.


Tenho tempo e disponibilidade, devo treinar 2 vezes por dia?

A primeira pergunta a ser respondida é: sua dieta está equilibrada?

Caso não esteja, não perca tempo. Treine, mas alinhe sua dieta de forma prioritária. Caso contrário, você não vai conseguir emagrecer.

Segundo ponto: você terá determinação e disposição para manter um treino assim?

Não é fácil, em termos de rotina e disposição. Se for para treinar 2 vezes por dia para em alguns meses, parar de se exercitar, comece e mantenha uma rotina mais tranquila, mas que pode ser mantida em um longo prazo.

Terceiro ponto: Você vai treinar 2 vezes por dia por quanto tempo?

Treinar mais de uma vez por dia é muito interessante por um tempo pré-determinado.
Por exemplo, fazer isso por um mês, com uma dieta muito bem alinhada. Defina um tempo para fazer isso.

Quarto ponto: Quantas vezes por semana você vai treinar?

Treinar 2 vezes por dia, 2 dias na semana e não treinar nos demais não adianta em nada.
A única razão para termos 2 treinos por dia para o emagrecimento é o aumento do gasto calórico total.
Se você treinar 2 vezes por dia, mas no contexto da semana toda, você tem menos sessões, isso pouco irá adiantar.
Será mais útil treinar mais dias na semana, apenas 1 vez por dia.
Neste caso, melhor treinar de 5 a 6 vezes na semana. Se você já treina com esta quantidade de sessões e quer aumentar ainda mais o gasto calórico, daí sim temos uma situação de vantagem.

Conclusão

Treinar 2 vezes para emagrecer é algo bastante específico e desnecessário para a grande maioria das pessoas.
Apenas em casos onde isso se torna realmente mais efetivo, é que devemos usar este método.
Na maioria dos casos, o treino correto, feito pelo menos 5 vezes por semana, intercalando musculação e aeróbico e tendo uma boa dieta, é o suficiente. 2 treinos por dia apenas como estratégia de potencialização em um determinado período.
fonte: treinomestre

quarta-feira, 18 de julho de 2018

MUSCULAÇÃO: É PRECISO TREINAR PESADO SEMPRE?

A maior parte dos praticantes de musculação busca a modalidade como forma de aumentar o seu peso de massa magra (ou massa muscular). Várias estratégias são utilizadas para se alcançar esse resultado, porém, muitas são baseadas em tradições e pouco se considera o ponto de vista da ciência do treinamento.
Como e onde a musculação atua no desenvolvimento da massa muscular?
A teoria que envolve a hipertrofia se chama mecanotransdução, esse palavrão quer dizer: forças mecânicas produzidas pelo treinamento são convertidas em sinais químicos que mediam vias de sinalização lá dentro das células. Essas vias produzem resultados que podem promover o anabolismo (síntese) ou catabolismo (degradação), porém, com o treinamento bem periodizado esse balanço vai resultar em uma síntese maior que a degradação.
Nosso tecido muscular é composto de tipos diferentes de fibras (tipo I e tipo II). Pesquisas recentes mostram que as fibras do tipo II, também chamadas de fibras de contração rápida, tem uma capacidade de aumentar seu tamanho 50% a mais que as fibras do tipo I. Consequentemente o treinamento é focado em uma solicitação maior dessas fibras. De forma geral, o treinamento feito com cargas maiores que 50% de 1 RM (1 movimento com a carga máxima) promove aumento das fibras do tipo II. Mas a questão é: o treinamento com cargas menores também pode promover hipertrofia?
Clique aqui e envie uma mensagem para saber  sobre a dose recomendada para se desenvolver força no treinamento de musculação.
Existem evidências na literatura que observam hipertrofia em séries com cargas mais leves (intensidade) e um número maior de repetições (repetições). Séries longas entre 15 a 30 repetições quando realizadas até a fadiga (falha concêntrica) também promovem hipertrofia, porém estudos mostram que há um aumento das fibras do tipo I (de contração lenta).
Bodybuilders provavelmente utilizam dessa estratégia, pois apresentam um volume muscular representado em parte por hipertrofia de fibras do tipo I ao contrário dos levantadores de peso.
É importante considerarmos essa relação entre volume e intensidade, pois a síntese proteica mitocondrial é particularmente sensível ao tempo que o músculo está sob tensão. No treinamento de musculação podemos aumentar esse tempo de tensão com séries mais longas e com cargas menores.
É importante estar de olho no que a literatura científica nos oferece para que possamos abrir nossos olhos para outras possibilidades. Levantar questões para mim é como sacudir aquele cobertor velho do tradicionalismo e jogar a poeira para o alto. O final dessa conversa sempre vai convergir para um treinamento com estímulos variados, periodizado por um professor competente e baseado em evidências. Porém, é muito interessante saber os mecanismos envolvidos nisso. Nesse caso os meios justificam os fins.

Referências

  • Ogborn, Dan, and Brad J. Schoenfeld. “The Role of Fiber Types in Muscle Hypertrophy: Implications for Loading Strategies.” Strength & Conditioning Journal (2014).
  • Mitchell, Cameron J., et al. “Resistance exercise load does not determine training-mediated hypertrophic gains in young men.” Journal of applied physiology 113.1 (2012): 71-77.
  • Campos, Gerson E., et al. “Muscular adaptations in response to three different resistance-training regimens: specificity of repetition maximum training zones.” European journal of applied physiology 88.1-2 (2002): 50-60.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Aminoácidos essenciais e não essenciais – Diferenças e funções

Saiba como funciona os aminoácidos essenciais, não essenciais e condicionais, seus benefícios para saúde e principais fontes.

Tudo mundo já deve ter ouvido alguma coisa a respeito dos aminoácidos, especialmente se gostar de praticar atividades físicas ou for um atleta.
Afinal, eles são muito bons para a saúde e estética dos que treinam constantemente, assim como para seu desempenho físico.
Os aminoácidos são importantes para que os músculos se desenvolvam e recuperem bem, assim como para diversas outras funções em nosso corpo.

Neste texto, explicaremos como eles funcionam, quais são seus benefícios e qual é a diferença entre os essenciais e não essenciais. Continue lendo e entenda tudo!


O que são os aminoácidos?

Os aminoácidos são moléculas que, quando agrupadas, formam as proteínas. Eles podem ser adquiridos pela produção natural do corpo ou através do consumo de alimentos (depois falaremos mais sobre isso).
Grande parte dos aminoácidos acaba sendo danificada e perde o efeito dentro do organismo; por isso é necessário manter um consumo diário para que seu corpo não sofra com a sua ausência.
Os aminoácidos são essenciais para as células e os músculos, pois basicamente toda a sua estrutura é composta por eles.
Os tecidos musculares, os cabelos, os órgãos, os tendões, as unhas, os ossos, a pele e os ligamentos só se mantém saudáveis graças a eles.
Além disso, eles atuam no metabolismo e em diversos sistemas do corpo, proporcionando seu melhor funcionamento e eficácia.
A falta de aminoácidos no organismo causa doenças e problemas sérios, como depressão, distúrbios urinários e até complicações na visão.
Como tudo em excesso é ruim, a quantidade de aminoácidos no organismo também precisa ser controlada ou poderá gerar prejuízos.

Quais são os benefícios dos aminoácidos?

Para esclarecer melhor os principais benefícios que essas substâncias oferecem ao nosso organismo, preparamos uma lista sobre eles. Confira a seguir:

1 – Produzem neurotransmissores

Neurotransmissores são produzidos pelos neurônios no cérebro e servem para passar informações às outras células do corpo.
Alguns tipos de aminoácidos conseguem sintetizar neurotransmissores importantes, como a serotonina, responsável por proporcionar sensações de prazer e alegria; e a adrenalina, que ajuda o organismo a entrar em estado de alerta.

2 – Proporcionam mais energia

Os aminoácidos não são as únicas fontes de energia do corpo (as gorduras e carboidratos conseguem gerar até mais). Entretanto, é possível que o organismo os utilize em processos metabólicos e assim permita essa função caso seja necessário.

3 – Melhoram a saúde cardiovascular

Um aminoácido em especial é capaz de reduzir a pressão arterial, assim como fazer com que os vasos sanguíneos fiquem relaxados.
Além disso, essas moléculas são capazes de diminuir os riscos de entupimento arterial, o que previne diversas doenças cardíacas.

4 – Estruturam células

Os aminoácidos têm a capacidade de criar as proteínas e estas são elementares para os músculos, ossos, pele, órgãos, etc., os quais não conseguem se reparar ou se desenvolver corretamente sem os aminoácidos.

Quais são as diferenças entre os aminoácidos?

Os dois tipos principais de aminoácidos são os essenciais e os não essenciais. Além disso, existem também os condicionais. Todos são classificados com base na sua forma de produção. Saiba mais sobre eles a seguir:

1- Aminoácidos essenciais

São os que o corpo não consegue produzir naturalmente e por isso precisam ser consumidos diariamente. Conheça os principais tipos de aminoácidos essenciais:
  • Isoleucina:
O aminoácido isoleucina controla os níveis de açúcar na corrente sanguínea e auxilia na produção de hemoglobina. Pode ser encontrado em alimentos como ovos, abóbora, ervilha, castanhas, etc.
  • Lisina:
Além de ser essencial para a reparação de tecidos, a Lisina também é útil na criação de enzimas, hormônios e anticorpos. Pode ser encontrado em alimentos como soja, amendoim, peixe, carne de peru, etc.
  • Histidina:
Pode atuar como anti-inflamatório, assim como também auxilia no desenvolvimento dos tecidos orgânicos. Pode ser encontrado em alimentos como cacau, cevada, beterraba, feijão, etc.
  • Triptofano:
Possui propriedades antidepressivas e fornece vitaminas do complexo B. Pode ser encontrado em alimentos como couve-flor, banana, batata, queijo, frango, etc.
  • Metionina:
Age como um forte antioxidante (evita danos às células) e previne o acúmulo de gorduras nos órgãos e nas artérias. A metionina pode ser encontrado em alimentos como iogurte natural, carne de porco, clara de ovo, etc.
Ainda temos outros aminoácidos essenciais, como:
  • leucina (fornece nutrientes aos músculos),
  • valina (regula o nitrogênio),
  • treonina (melhora a produção de anticorpos),
  • e a fenilalanina (auxilia na memória).

2 – Aminoácidos não essenciais

São os que o nosso corpo produz naturalmente, sem a necessidade de uma dieta especial. Veja quais são:
  • Ácido aspártico:
Melhora o desempenho físico e faz a desintoxicação do sangue.
  • Alanina:
Melhora os níveis de açúcar e oferece resistência à imunidade.
  • Ácido glutâmico:
Age no metabolismo de substâncias e auxilia o funcionamento do cérebro.
  • Asparagina:
Exerce função importante e contribui positivamente em nosso sistema nervoso.

3 – Aminoácidos condicionais

São aminoácidos não essenciais, cujo consumo através de dietas é necessário em situações nas quais o corpo sofre algum distúrbio ou ameaça, como durante doenças e momentos estressantes.
Descubra quais são eles:
  • Taurina:
A Taurina protege funções cerebrais e cardíacas. Pode ser encontrado em alimentos como frutos do mar, carne vermelha, peixes. etc.
  • Glicina:
Ajuda na saúde da próstata. Pode ser encontrado em alimentos como leite, avelã, batata-doce, abóbora, etc.
  • Cisteína:
Auxilia o rejuvenescimento da pele porque impulsiona a criação de colágeno. Pode ser encontrado em alimentos como brócolis, nozes, couve-de-bruxelas, alho, cebola roxa, etc.
  • Ornitina:
Proporciona mais saúde ao sistema urinário. Pode ser encontrado em alimentos como: peixes, ovos, leite, queijo, etc.
Além desses, existem outros aminoácidos condicionais, como:
  • arginina (ajuda o coração),
  • glutamina (auxilia as funções cerebrais),
  • hidroxiprolina (gera colágeno),
  • serina (age no sistema nervoso)
  • e prolina (colabora para os músculos).
Tem dúvidas? Pergunte logo abaixo nos comentários que em breve responderemos. Esse artigo foi útil para você? Compartilhe então com seus amigos nas redes sociais.
fonte: treinomestre