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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

6 alimentos para comer no pré-treino



É importante aprender sobre os bons alimentos para o pré-treino. E assim se alimentar de forma a ter um treino saudável e eficiente. Por isso se você precisa de ajuda para entender como se alimentar é bom estar atento a essas dicas.
Entenda alguns alimentos que podem te ajudar nessa refeição do dia. E também encontre dicas para se alimentar da melhor forma para você. Afinal cada organismo é diferente.

Lanches naturais

lanches saudáveis
Lanches naturais ou até mesmo lanches mais leves mesmo com carne podem ser a melhor opção para muitas pessoas. Além de muito saboroso. Ainda é mais indicado para quem sente desconfortos facilmente após se exercitar.
Pode ser uma tapioca com queijo e frango, ou um sanduíche natural. Não precisa ser acompanhado, mas você pode tomar uma vitamina ou suco também.

Batata-Doce

batata doce em póÉ uma ótima fonte de carboidratos complexos e por isso de energia e possui poucas gorduras. Por isso é ótima para o pré-treino. Dá pra preparar com muitos tipos de acompanhamento, mas o indicado é com a proteína. Por isso frango com batata doce é um prato famoso nas academias.

Seu Suplemento

alimentos paraPara quem toma suplementos ou shakes de proteína, o famoso Whey Protein. O pré-treino é um ótimo momento para tomar o suplemento. Não são alimentos, mas você pode fazer com uma fruta para melhorar o sabor. E com certeza ai te ajudar a ter disposição para a atividade física que vai fazer.


Ovos

incluir ovosOvos são um dos alimentos para comer no pré-treino por ser uma fonte de proteína. Hoje é a muito consumido como crepioca, uma mistura de ovo e tapioca. Também pode ser consumido de outras formas. Como uma omelete, por exemplo.


Banana

Deficiência de potássio pode causar cãibras, distensão abdominal e reduzir reflexos. Por isso a banana, rica em potássio, é uma ótima opção para o pré-treino. Sendo a banana um dos alimentos para esse momento. Ela também tem outras vantagens.
bananaÉ rica em carboidratos e ajuda a dar muita energia. Você pode consumir de várias formas, como em uma vitamina, ou com granola, por exemplo. Fica a seu critério. Se você não digere bem fibras, já não é uma opção muito indicada. Pois a banana tem bastante fibras. Então deixe para comer em outros momentos.

Mas quero deixar bem claro, para ter uma melhor alimentação de acordo com seu biotipo e seus objetivos, faz se necessário consultar um nutricionista. 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Aminoácidos essenciais e não essenciais – Diferenças e funções

Saiba como funciona os aminoácidos essenciais, não essenciais e condicionais, seus benefícios para saúde e principais fontes.

Tudo mundo já deve ter ouvido alguma coisa a respeito dos aminoácidos, especialmente se gostar de praticar atividades físicas ou for um atleta.
Afinal, eles são muito bons para a saúde e estética dos que treinam constantemente, assim como para seu desempenho físico.
Os aminoácidos são importantes para que os músculos se desenvolvam e recuperem bem, assim como para diversas outras funções em nosso corpo.

Neste texto, explicaremos como eles funcionam, quais são seus benefícios e qual é a diferença entre os essenciais e não essenciais. Continue lendo e entenda tudo!


O que são os aminoácidos?

Os aminoácidos são moléculas que, quando agrupadas, formam as proteínas. Eles podem ser adquiridos pela produção natural do corpo ou através do consumo de alimentos (depois falaremos mais sobre isso).
Grande parte dos aminoácidos acaba sendo danificada e perde o efeito dentro do organismo; por isso é necessário manter um consumo diário para que seu corpo não sofra com a sua ausência.
Os aminoácidos são essenciais para as células e os músculos, pois basicamente toda a sua estrutura é composta por eles.
Os tecidos musculares, os cabelos, os órgãos, os tendões, as unhas, os ossos, a pele e os ligamentos só se mantém saudáveis graças a eles.
Além disso, eles atuam no metabolismo e em diversos sistemas do corpo, proporcionando seu melhor funcionamento e eficácia.
A falta de aminoácidos no organismo causa doenças e problemas sérios, como depressão, distúrbios urinários e até complicações na visão.
Como tudo em excesso é ruim, a quantidade de aminoácidos no organismo também precisa ser controlada ou poderá gerar prejuízos.

Quais são os benefícios dos aminoácidos?

Para esclarecer melhor os principais benefícios que essas substâncias oferecem ao nosso organismo, preparamos uma lista sobre eles. Confira a seguir:

1 – Produzem neurotransmissores

Neurotransmissores são produzidos pelos neurônios no cérebro e servem para passar informações às outras células do corpo.
Alguns tipos de aminoácidos conseguem sintetizar neurotransmissores importantes, como a serotonina, responsável por proporcionar sensações de prazer e alegria; e a adrenalina, que ajuda o organismo a entrar em estado de alerta.

2 – Proporcionam mais energia

Os aminoácidos não são as únicas fontes de energia do corpo (as gorduras e carboidratos conseguem gerar até mais). Entretanto, é possível que o organismo os utilize em processos metabólicos e assim permita essa função caso seja necessário.

3 – Melhoram a saúde cardiovascular

Um aminoácido em especial é capaz de reduzir a pressão arterial, assim como fazer com que os vasos sanguíneos fiquem relaxados.
Além disso, essas moléculas são capazes de diminuir os riscos de entupimento arterial, o que previne diversas doenças cardíacas.

4 – Estruturam células

Os aminoácidos têm a capacidade de criar as proteínas e estas são elementares para os músculos, ossos, pele, órgãos, etc., os quais não conseguem se reparar ou se desenvolver corretamente sem os aminoácidos.

Quais são as diferenças entre os aminoácidos?

Os dois tipos principais de aminoácidos são os essenciais e os não essenciais. Além disso, existem também os condicionais. Todos são classificados com base na sua forma de produção. Saiba mais sobre eles a seguir:

1- Aminoácidos essenciais

São os que o corpo não consegue produzir naturalmente e por isso precisam ser consumidos diariamente. Conheça os principais tipos de aminoácidos essenciais:
  • Isoleucina:
O aminoácido isoleucina controla os níveis de açúcar na corrente sanguínea e auxilia na produção de hemoglobina. Pode ser encontrado em alimentos como ovos, abóbora, ervilha, castanhas, etc.
  • Lisina:
Além de ser essencial para a reparação de tecidos, a Lisina também é útil na criação de enzimas, hormônios e anticorpos. Pode ser encontrado em alimentos como soja, amendoim, peixe, carne de peru, etc.
  • Histidina:
Pode atuar como anti-inflamatório, assim como também auxilia no desenvolvimento dos tecidos orgânicos. Pode ser encontrado em alimentos como cacau, cevada, beterraba, feijão, etc.
  • Triptofano:
Possui propriedades antidepressivas e fornece vitaminas do complexo B. Pode ser encontrado em alimentos como couve-flor, banana, batata, queijo, frango, etc.
  • Metionina:
Age como um forte antioxidante (evita danos às células) e previne o acúmulo de gorduras nos órgãos e nas artérias. A metionina pode ser encontrado em alimentos como iogurte natural, carne de porco, clara de ovo, etc.
Ainda temos outros aminoácidos essenciais, como:
  • leucina (fornece nutrientes aos músculos),
  • valina (regula o nitrogênio),
  • treonina (melhora a produção de anticorpos),
  • e a fenilalanina (auxilia na memória).

2 – Aminoácidos não essenciais

São os que o nosso corpo produz naturalmente, sem a necessidade de uma dieta especial. Veja quais são:
  • Ácido aspártico:
Melhora o desempenho físico e faz a desintoxicação do sangue.
  • Alanina:
Melhora os níveis de açúcar e oferece resistência à imunidade.
  • Ácido glutâmico:
Age no metabolismo de substâncias e auxilia o funcionamento do cérebro.
  • Asparagina:
Exerce função importante e contribui positivamente em nosso sistema nervoso.

3 – Aminoácidos condicionais

São aminoácidos não essenciais, cujo consumo através de dietas é necessário em situações nas quais o corpo sofre algum distúrbio ou ameaça, como durante doenças e momentos estressantes.
Descubra quais são eles:
  • Taurina:
A Taurina protege funções cerebrais e cardíacas. Pode ser encontrado em alimentos como frutos do mar, carne vermelha, peixes. etc.
  • Glicina:
Ajuda na saúde da próstata. Pode ser encontrado em alimentos como leite, avelã, batata-doce, abóbora, etc.
  • Cisteína:
Auxilia o rejuvenescimento da pele porque impulsiona a criação de colágeno. Pode ser encontrado em alimentos como brócolis, nozes, couve-de-bruxelas, alho, cebola roxa, etc.
  • Ornitina:
Proporciona mais saúde ao sistema urinário. Pode ser encontrado em alimentos como: peixes, ovos, leite, queijo, etc.
Além desses, existem outros aminoácidos condicionais, como:
  • arginina (ajuda o coração),
  • glutamina (auxilia as funções cerebrais),
  • hidroxiprolina (gera colágeno),
  • serina (age no sistema nervoso)
  • e prolina (colabora para os músculos).
Tem dúvidas? Pergunte logo abaixo nos comentários que em breve responderemos. Esse artigo foi útil para você? Compartilhe então com seus amigos nas redes sociais.
fonte: treinomestre

domingo, 3 de junho de 2018

5 maneiras de potencializar o processo de emagrecimento

Emagrecer não é um processo relacionado a sorte ou a genética. Todos podem emagrecer, desde que apliquem as técnicas corretas. Veja agora 5 maneiras de potencializar o emagrecimento!
maneiras de potencializar o processo de emagrecimento
Não é preciso passar muito tempo na internet para ver um banner ou propaganda em geral, que prometam algo “revolucionário” em termos de emagrecimento.
Pois bem, este talvez seja um dos assuntos mais buscados e que ao mesmo tempo, mais gere dúvidas na cabeça das pessoas. Com tanta informação, que geralmente se contradiz, fica a dúvida sobre o que de fato é eficiente em termos de emagrecimento.
Antes de qualquer coisa, você precisa entender que este é um processo multidisciplinar e que apenas exercícios, ou apenas dieta, não são eficientes em longo prazo. Por isso, é fundamental a integração de diversas variáveis, para que o processo de emagrecimento e sua manutenção, sejam mantidos por mais tempo.
Por isso, existem abordagens e maneiras de potencializar o emagrecimento, que serão muito úteis para quem busca um processo saudável e que se mantenha com o tempo! Veja agora 5 maneiras de potencializar o processo de emagrecimento!

Potencialize o processo de emagrecimento com estas 5 dicas!

1. Mais massa muscular envolvida, maior gasto calórico:

Um dos principais erros de quem treina visando o emagrecimento, é dividir o corpo em seções e com isso, movimentar menos massa muscular. Quanto mais você conseguir solicitar em termos de músculos, melhor para o emagrecimento!
Isso porque com mais massa muscular sendo movimentada, mais calorias serão gastas para “reconstruir” as células musculares. Isso gera um aumento considerável no metabolismo basal.
Isso não quer dizer que todos os exercícios precisem ser feitos com várias articulações envolvidas. Mas pelo menos duas delas, devem estar sendo movimentadas, para que ocorra uma maior solicitação energética e para que a resposta hormonal seja a esperada.
Por isso, se você busca emagrecer, evite exercícios isolados. É lógico que casos patológicos precisam de uma avaliação mais aprofundada.

2. Intensidade é fundamental:

treinos curtos para emagrecer
Quem acompanha o Treino Mestre já sabe que em todos os meus artigos relacionados a exercício físico aplicado ao emagrecimento, falo da intensidade. Por inúmeras razões, todas elas comprovadas pela ciência, o treinamento intenso é muito mais eficiente para o emagrecimento!
Intervalos mais curtos, mais amplitude nos movimentos, séries adaptadas ao objetivo, somadas a outras tantas variáveis, fazem com que o treino seja mais intenso.
Como não estou falando especificamente da musculação, é importante saber que para o treino HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade) valem as mesmas regras! O correto controle do volume e intensidade do treino, fazem com que sejam atingidos os objetivos propostos!

3. Beba água:

Parece simplório demais relacionar o emagrecimento com a correta ingestão de água, mas este talvez seja um dos erros mais comuns!
Como a água é o principal solvente de nosso corpo e participa de praticamente todas as reações (inclusive dos processos de lipólise), quando ela não é suficiente, o corpo tende a usá-la em locais onde é mais importante. Por isso, ao faltar água, você pode estar perdendo grande parte do potencial de lipólise de seu corpo.
Como já mencionamos neste artigo a água é muito importante para a manutenção de nossa saúde e funcionalidade.

Ao contrário do que muitos pregam, não existe uma quantia determinada, que seja ideal para qualquer pessoa. Se você é ativo (a), de 2 a 3 litros é o que qualquer especialista indica. Porém, em muitos casos, até 5 litros por dia são indicados.

4. Correta ingestão de carboidratos:

Não sou muito favorável a completa restrição de carboidratos da dieta, mas isso não significa que eu defenda o consumo desenfreado de qualquer carboidrato. Como eles são muito facilmente convertidos em gordura e tem um efeito enorme sobre as quantidades de insulina secretadas pelo corpo, sua utilização deve ser muito bem pensada.
Em praticamente todos os casos, uma redução nas quantidades diárias de carboidratos é bastante interessante. Mas independentemente do caso, a escolha pro carboidratos de qualidade é um fator fundamental para que você consiga emagrecer!

5. Faça treinos mais curtos, mais vezes na semana:

Ao invés de treinar 3 horas por semana, divididos em 3 sessões de uma hora,  passe as mesmas 3 horas, divididas em 6 treinos de meia hora. Isso fará com que seu metabolismo seja ativado por mais tempo e fique aumentado. Por isso, o ideal é ter mais treinos na semana, divididos em sessões mais curtas e intensas.
Preste muita atenção, pois não disse em momento nenhum que você deva treinar todos os dias, ou que 6 sessões é o ideal para emagrecer! O que eu quero deixar claro, é que mais sessões na semana, mantém o metabolismo acelerado por mais tempo. Mas quem vai poder de fato estipular a quantidade ideal para você, é seu treinador!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Janela Anabólica, entenda!

A janela anabólica é um tema bastante discutido quando falamos em hipertrofia. Mas será que a ciência realmente comprova tudo o que é dito?


Mas será que isso funciona realmente desta forma? 
Você termina seu treino e tem no máximo 20 minutos para ingerir uma boa proteína, de rápida absorção. De preferência, com um carboidrato de alta glicemia. Se não fizer isso, estará perdendo o que é comumente chamado de janela anabólica, ou então, janela de oportunidade.
A complexidade que temos nas reações anabólicas e catabólicas do organismo não pode ser tão linear. Fisiologia humana não é tão simples quanto muitos pregam.
Precisamos entender que não é uma ou outra atitude que farão seu corpo entrar no máximo estado anabólico possível.
Então a janela anabólica ou de oportunidade não existe? Vejamos o que a ciência diz!

Entenda o conceito de janela anabólica

Para muitos, janela anabólica está ligada apenas ao aumento da síntese proteica. Mas não somos compostos apenas de proteína, não é? Há estudos que visam entender a relação da janela de oportunidade, com o reparo de outros quesitos, como as reservas de glicogênio, por exemplo.
O conceito pregado por muitos de janela anabólica, diz que devemos ingerir, o mais próximo possível do final do treino, uma fonte de proteínas de rápida absorção, em conjunto com carboidratos, para estimular a síntese proteica.
Como há uma complexidade muito grande em analisarmos a bioenergética, temos que avaliar em um contexto mais específico.

Por isso, vou me ater no conceito de janela anabólica para fins de emagrecimento e hipertrofia.

Estudos relacionados a janela anabólica aplicada a hipertrofia

Ainda não há consenso na literatura sobre a janela anabólica, muito menos sobre a sua importância e como ela deve ser feita. Não espere uma resposta pronta neste caso. Por mais que tenhamos estudos, este é um tema complexo e que não teremos uma única conclusão.
Afinal, uma pessoa bem treinada terá uma síntese de proteínas muito mais elevada do que uma destreinada, independentemente do que ambas ingerirem ao final do treino.
Além disso, ainda há um fator preponderante na janela anabólica: as refeições pré-treino. No geral, as pessoas se preocupam demasiadamente com o que e como ingerir no pós-treino, mas esquecem que se o corpo não estiver com uma boa qualidade de nutrientes durante a sessão, os resultados estarão prejudicados.
Uma revisão bastante comentada, de Aragon (2013), buscou na literatura indícios sobre a forma como a janela anabólica ocorre. Ele chegou em algumas conclusões interessantes.
* Caso as reservas de glicogênio estejam baixas, antes de exercícios resistidos intensos, independentemente de qual seja o consumo pós-exercício, teremos uma redução considerável na síntese de proteínas.
* No caso de treinamento de resistência, não ocorreu redução dos níveis de síntese proteica pós-exercício, mesmo com menores níveis de glicogênio.
* Porém, com menos glicogênio, ocorre uma maior depletação de aminoácidos para utilização como fonte energética, o que acaba prejudicando seriamente os resultados em termos de hipertrofia muscular.
* Também ficou claro que no caso específico dos carboidratos, retardar o consumo pós-treino em mais de duas horas, prejudica o reabastecimento das reservas glicolíticas.
* No caso da degradação das proteínas, temos um leve aumento pós-exercício, que aumenta consideravelmente em períodos posteriores, atingindo um pico entre 3 e 4 horas pós-treino.
*  Ao contrário do que acreditam muitos, há evidências de que a função da insulina aumentada no pós-treino não seja uma resposta anabólica, mas sim, uma defesa do organismo para evitar mais catabolismo muscular.
* Um estudo de Levenhagen et al (2001) mostrou um aumento de 3 vezes na síntese proteica muscular pós-exercício, com a ingestão de proteínas e carboidratos pós-exercício. Porém, este estudo tem a limitação de ter sido feito com exercícios aeróbicos de alta intensidade e não com resistidos.
* Já Tipton (2001) encontrou resultados aumentados de síntese proteica na janela anabólica apenas nos casos onde os praticantes estavam com suas reservas de glicogênio normais. Basicamente, as pessoas que se alimentaram cerca de 1 hora antes dos treinos, com carboidratos, tiveram um aumento considerável na janela anabólica. Os demais, não tiveram um aumento tão significativo.
* Cribb e Hayes (2006) encontraram um aumento considerável na hipertrofia muscular de atletas jovens, que consumiram proteínas e carboidratos nos 30 minutos imediatos após o final do treino, quando comparados com atletas que não consumiram nada nos 60 minutos subsequentes ao final da sessão.
* Hulmy et.al. (2009) encontrou apenas um pequeno aumento na secção transversa do músculo vasto medial, em homens treinados que utilizaram apenas proteínas no pós-exercício.

Mas o que isso tudo significa?

janela de oportunidade pós treino
Sim, há muitos estudos que corroboram com o conceito de janela anabólica ou de oportunidade e outros que mostram que ela tem menos influência do que muitos acreditam. Mas precisamos pensar em um contexto mais generalizado.
A síntese proteica é algo que envolve uma série de fatores. Por exemplo, se os estoques de glicogênio estiverem muito baixos, ela estará prejudicada. Por isso, os estudos que analisaram apenas a hipertrofia ou aumento de síntese proteica, com a ingestão apenas de aminoácidos, não encontraram diferenças significativas.

Como otimizar a síntese das proteínas além da janela anabólica?

Além disso, também há evidências de que a síntese proteica se mantenha aumentada em pelo menos 24 horas após o final da sessão de treinamento.
Com isso, mesmo que haja um aumento do anabolismo muscular após o treino, com a ingestão de proteínas e carboidratos, ele será insignificante se nas 24 horas posteriores não houver uma ingestão nutricional adequada.
Outro ponto que ficou claro no caso dos estudos, é que a refeição pré-treino é tão ou até mais importante do que a pós-treino. Ela que dará o suporte de aminoácidos e glicogênio para que o treino seja o mais anabólico possível.
Para finalizar, temos ainda uma outra questão importante que ainda não foi tratada: a refeição pré-sono.
Se você ingerir proteínas antes de dormir (entre 20 e 40 minutos), terá um aumento considerável na síntese proteica.
Ou seja, é um tema complexo e que não tem resposta pronta. Você não ficará hipertrofiado por ingerir um suplemento no pós-treino, se no restante do dia, você não comer adequadamente.
Ainda temos todas as questões relacionadas ao sono e a intensidade do treino. Um treinamento leve, não irá proporcionar aumento na síntese proteica a ponto de gerar resultados visíveis de hipertrofia.
O que você precisa, em resumo, é de uma dieta balanceada em seu dia como um todo. O momento pós-treino é importante, mas não será ele sozinho, que trará resultados palpáveis para você.
Treine, coma direito e descanse. Não espere resultados mágicos. Hipertrofia é adaptação e esta só ocorre com rotina, com estímulos sequenciais.
Sempre treine com a orientação de bons profissionais! Bons treinos!
Referências:Aragon, A. Nutrient timing revisited: is there a post-exercise anabolic window? J Int Soc Sports Nutr. 2013
Cribb PJ, Hayes A. Effects of supplement timing and resistance exercise on skeletal muscle hypertrophy. Med Sci Sports Exerc. 2006
Hulmi JJ, Kovanen V, Selanne H, Kraemer WJ, Hakkinen K, Mero AA. Acute and long-term effects of resistance exercise with or without protein ingestion on muscle hypertrophy and gene expression. Amino Acids. 2009
Levenhagen DK, Gresham JD, Carlson MG, Maron DJ, Borel MJ, Flakoll PJ. Postexercise nutrient intake timing in humans is critical to recovery of leg glucose and protein homeostasis. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2001
Tipton KD, Elliott TA, Cree MG, Aarsland AA, Sanford AP, Wolfe RR. Stimulation of net muscle protein synthesis by whey protein ingestion before and after exercise. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2007